Domingo, Julho 12, 2009

Sem zumbidos

Reunião a portas fechadas numa sala contígua ao auditório do Parque de Exposição Agropecuária de Marabá serviu para distender espíritos e conciliar pontos de uma vasta pauta sempre colocada em segundo plano pelo governo do Estado na sua relação com os pecuaristas do Sul do Pará.

Quando terminou a reunião, de dentro da sala saíram bem humorados, representantes do Sindicato dos Produtores Rurais e a governadora Ana Júlia, festivamente saudada por uma platéia de fazendeiros e empresários que o aguardavam no auditório.

Os maiores produtores de gado do Pará não têm nenhuma dúvida: sem a presença de Ana Júlia nas mesas de negociações com o MPF– e o uso de muita pressão política -, ainda hoje a questão da comercialização da carne bovina paraense estaria encalacrada. E eles, criadores, perdendo muita grana.

E bota grana nisso, pai, ó!

Detalhe: Ana se reconciliou com os fazendeiros, mas não perdeu o embalo. Exigirá o cumprimento de todos os compromissos acordados com o MPF, sem abrir mão, um dedo sequer, da obrigação da sociedade excluir o Pará do “Arco Verde”, selo de gente maltrapilha a maltratar a Amazônia.

Sábado, Julho 11, 2009

Coluna Diário do Pará

Coluna do poster publicada no Diário do Pará, edição deste sábado:




Terra de muro baixo
O colunista viu com seus próprios olhos: a CMT, empresa responsável pela construção da segunda ponte sobre o Itacaiunas, em Marabá, está aplicando na obra ferro fabricado pela Gerdau, numa atitude totalmente distanciada dos esforços que governo e sociedade do Pará realizam para fomentar o setor produtivo do Estado. Há mil metros do canteiro de obras, em linha reta, a siderúrgica Sinobrás produz as mesmas especificações do ferro consumido no empreendimento, mas que está sendo preterido pela empreiteira, em favor da indústria do Rio Grande do Sul.

Cartas marcadas
Pelo andar da carruagem, embolsando verba de mais de R$ 80 milhões na construção da ponte e duplicação da BR-230, a CMT contribuirá também, de forma irresponsável -, e sabe lá Deus quais interesses atendendo -, para o recolhimento de ICMS em outros estados, ao importar grande quantidade de ferro que estoca sob a ponte do Itacaiunas, numa furada-de-beiço no tesouro estadual e na própria Sinobrás, empresa que aplicou mais de quatrocentos milhões de dólares na verticalização de sua usina de aço.


Construindo cidadania
A Unimed Sul do Pará acaba de ser contemplada com o selo Unimed Responsabilidade Social, conferido pela Unimed do Brasil, em sua 7ª premiação, nas áreas de cultura, social, esporte e meio ambiente. A cooperativa médica do Sul do estado concorreu com outras 225 unidades inscritas em todo o país. Um dos programas destacados na premiação foi o Unimed Vai à Escola, que hoje beneficia mais de duas mil crianças de escolas da zona rural.

Pisando estradas
Simão Jatene botou o pé na estrada, literalmente. Há dez dias, ele visita municípios do Sul e Sudeste, priorizando encontros com bases interioranas do PSDB e reuniões com lideranças de entidades de classe. Em Ourilândia e Xinguara, o ex-governador recebeu apelos para disputar novamente o governo. Em Marabá, foi recebido pelo prefeito Maurino Magalhães (PR) e, num breve encontro na Expoama, discutiu a crise do setor com pecuaristas. Neste final de semana, Jatene amplia contatos em municípios localizados no entorno de Marabá.

Troca de comando
No Congresso Estadual do PPS, deputado João Salame, de Marabá, foi o mais votado na escolha dos delegados ao Congresso Nacional do partido, que acontecerá de 7 a 9 de agosto, no Rio de Janeiro, obtendo 71 votos contra 63 do deputado Arnaldo Jordy. Na composição do novo Diretório Estadual, que elegerá a futura Executiva e o novo presidente, João Salame e seus aliados saíram fortíssimos. Em condições de influir decisivamente na nova composição, Salame diz não postular o cargo de presidente, tecendo elogios ao deputado Jordy, que preside o partido há 17 anos. Mas que ninguém se iluda: nenhum presidente será eleito no PPS sem a participação direta do parlamentar marabaense. Por trás do pano, a importante decisão de com quem ficará o PPS no jogo de xadrez das alianças partidárias nas eleições do ano que vem.

Reforço à segurança
Ana Júlia encara agenda apertada no final de semana, percorrendo o Sudeste do Pará. Ontem esteve em Tailândia, entregando delegacia de Polícia e viaturas, além 650 cartões do Projovem. Neste sábado, 11, em Marabá, a governadora faz intervenções de novo na área de segurança, entregando viaturas às polícias e dando start aos programa “Cadê Seu Filho”, “Força pela Paz”e “Operação Verão” . Depois almoça com pecuaristas na sede do Sindicato dos Produtores Rurais, na Expoama. Às 14 horas, participa do ato de saudação no 1º Encontro LBT.

Curionópolis festeja
Entrega oficial da licença prévia do Projeto Serra Leste, agendamento das audiências Públicas do Projeto Cristalino e assinatura de termo de cooperação com 38 prefeituras do Sul e Sudeste, descentralizando ações da SEMA. Essa a programação de Ana Júlia em Curionópolis, hoje, 11, às 17 horas. Na cidade, a expectativa entre populares desempregados é grande quanto ao inicio das obras dos dois projetos da Vale, que abrirão oportunidades de emprego a milhares de pessoas.

Combatendo a grilagem
Começa por Altamira, dia 16, a correição do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) nos cartórios de registro de imóveis com objetivo de estancar a produção vergonhosa das chamadas “terras do papel”. A Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) é quem inspecionará os serviços prestados por cartórios e Varas do Estado do Pará, buscando corrigir, em última instância, as ilegalidade e combater a grilagem de terra no Estado. O Pará foi escolhido para a inspeção por possuir uma “grande extensão territorial e um preocupante histórico de conflitos fundiários”.

Crédito
Em Xinguara e Rio Maria, o chefe da Casa Civil, Cláudio Puty, anunciou programa de fomento a pequenos agricultores dos municípios atingidos pelas fortes chuvas neste semestre. Um crédito de R$ 2 mil, com juros de 0,5% ao ano. Num auditório lotado de pequenos produtores rurais, Puty relatou a visita que a governadora e sua equipe tiveram com a ministra Dilma Houssef. Nela foi combinada a liberação de R$ 150 milhões para a recuperação de rodovias estaduais e vicinais. E a redução de 20% nas contrapartidas do Estado referente às obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). João Salame estava na comitiva de Puty.
UMAS & OUTRAS
Antecipado pelo blog www.hiroshibogea.blogspot.com , Ana Júlia vai aderir à blogsfera, lançando seu blog pessoal com intervenções nas áreas política, governo e temas diversos.

Cooperativas e associações de mototaxistas do Sul do Pará articulam-se para organizar encontro regional de agradecimento à luta desencadeada há oitos anos pelo deputado federal Paulo Rocha (PT) para que a profissão fosse regulamentada pelo Congresso Nacional.

Eugenio Alegretti, gerente Administrativo, e Jorge Bichara, presidente da cooperativa, absorvendo incontida satisfação com o selo de Responsabilidade Social conferido a Unimed Sul do Pará, prometem ampliar a rede de benefícios às pessoas menos favorecidas da região.

Encerramento da Feira Agropecuária de Marabá deverá receber neste sábado maior público de todas as edições da Expoama. Show é de Bruno & Marrone.

Quinta-feira, Julho 09, 2009

Destroços à vista

Quando iniciar a correição anunciada para a próxima quarta-feira, 16, nos cartórios de registro de imóveis paraeses, o CNJ levará a pique uma das estruturas mais arraigadas e contempladas, em vasta extensão, por malfeitores de toda linguagem.

A cambada é tão podre que conseguiu, com o talento da bandidagem, elevar em até quatro vezes, nos livros de registro, a extensão territorial do Estado.

Detalhes na coluna do blogger, amanhã no Diário do Pará.

Quarta-feira, Julho 08, 2009

Governadora blogueira

Dentro de alguns dias, ela será uma das nossas.

Ana Júlia decidiu aderir também à blogosfera.

A governadora do Estado está trombeteando detalhes finais de seu futuro blog que se destacará com impressões pessoais sobre o Pará, política, governo e outros temas.

Corpos da guerrilha

Há um esforço redobrado do poster para se recuperar, até sexta-feira, da terrível gripe que o tirou de combate. Na pauta, acompanhar a equipe do Ministério da Defesa que dará início a novas buscas de corpos de membros da Guerrilha do Araguaia, cujos integrantes desembarcaram nesta quarta-feira, 8, em Marabá.

Sexto sentido diz que há corpos enterrados na antiga Casa Azul, hoje sede do DNIT, no entorno da ponte sobre o Itacaiúnas, área urbana de Marabá. Depoimento a este poster de antigo morador do bairro do Amapá - ali pertinho - conta histórias de gritos de pessoas torturadas naquelas dependências, com o leva-e-trás de pescadores do Itaciúnas testemunhando, nas caladas da madrugada, o que viam de aterrorizonte na Casa Azul.

Há suspeitas, entre nossas fontes, de que alguns corpos teriam sido enterrados na ribanceira da CA, enquanto outros seriam acorrentadas em bases de concretos, depois jogados no Itacaiúnas, como alimento para peixes - àquela época abundante no rio.

O blog não pode perder os passos dessa equipe do MD.

Tocando berrantes

Fumaça branca anuncia armistício entre o Ministério Público Federal e pecuaristas.

Acordo assinado entre as partes, incluindo também o governo do Estado, prevê: 1) reflorestamento de áreas alteradas; 2) auditoria independente para realização de fiscalizaçã0; 3) rastreamento eletrônico dos animais; 4) moratória total do desmatamento por dois anos.

A Marise que Juvêncio tanto ama

O poster acabou de falar pelo telefone com a Marise. Ela disse que reuniu todas as forças disponíveis, com a ajuda dos familiares e amigos, para passar ao Juvêncio muita energia de esposa inseparável.

O nosso maior blogueiro está lúcido. No momento em que conversamos, Marise disse que ele descansava.

Na casa de Arruda, aguarda-se a orientação a ser dada pelo oncologista para saber a intensidade do tratamento ao qual Juvêncio será submetido.

Como o maldito câncer em estado adiantado dominou órgãos vitais dele, dá para perceber os cuidados dos familiares em fazer qualquer prognóstico.

Com voz firme e determinada a enfrentar a situação de cabeça erguida, Marise demonstrou, no rápido contato com o blogger, que o Juva já está encarando, com mais coragem ainda, a disputa mais dura que ele trava na vida - depois de peitar tantas outras escrevendo diariamente em seu blog.

Com fé em Deus, nessa disputa o Juvêncio leva.

Vale: 60 vagas para engenheiros

Estão abertas as inscrições para o Programa de Especialização Profissional 2009 da Vale, que irá oferecer 60 vagas de pós-graduação para profissionais formados nos últimos três anos em Engenharia. O programa tem como objetivo especializar profissionais para a cadeia produtiva de mineração – mineração, porto e ferrovia.
O curso oferecido é o de Pós-Graduação em Engenharia Ferroviária, que terá cerca de 375 horas/aula e será realizado em regime integral, com duração de dois meses e meio, em parceria com instituições de ensino. Serão oferecidas duas turmas, com 30 alunos cada, uma em Belo Horizonte (MG) e outra em São Luís (MA). Os alunos selecionados receberão uma bolsa de estudo mensal no valor de R$ 2.000,00, totalizando R$ 5.000 no período do curso.
Os candidatos para a turma de Belo Horizonte devem ser residentes das regiões Sul e Sudeste do país. Para a turma de São Luís serão aceitas inscrições de candidatos do Norte e Nordeste. As inscrições vão até o dia 26 de julho e podem ser feitas através do site da empresa (www.vale.com).
Para se candidatar, o profissional deve ter até três anos de formado nos cursos de Engenharia Civil, Produção, Elétrica, Eletrotécnica, Eletrônica, Eletroeletrônica, Mecânica, Mecatrônica, Segurança, Meio Ambiente e Telecomunicações; ter domínio intermediário de inglês e disponibilidade para morar em São Luís ou Belo Horizonte ao longo do período do curso.
Conteúdo da Especialização
A formação compreende o desenvolvimento das competências técnicas, abordagens teóricas e práticas com aulas expositivas, além de visitas técnicas às áreas operacionais da Vale. Ao término do programa, o participante apresentará uma monografia como conclusão da sua formação e receberá certificado de conclusão do curso.
O programa de Especialização Profissional, oferecido pela Valer, departamento de educação da Vale, representa o compromisso contínuo da empresa com o desenvolvimento econômico e social das regiões em que atua, promovendo a formação para o trabalho, a cidadania e a inclusão social. No ano de 2008, o programa Especialização Profissional formou 330 alunos em três modalidades de pós-graduação: especialização em mina, em ferrovia e em porto.
O programa de Especialização Profissional, oferecido pela Valer (departamento de educação Vale) representa o compromisso contínuo.
Fases do Processo Seletivo
Após a análise curricular, serão aplicadas provas de inglês e raciocínio lógico. Na etapa seguinte haverá redação e dinâmica de grupo e, por último, entrevista pessoal. Todas as etapas são eliminatórias.

Serviço:
O que: Programa de Especialização Profissional
Quando: 8 a 26 de julho de 2009
Quantidade de vagas: 60
Como se inscrever: acesse o site www.vale.com

Terça-feira, Julho 07, 2009

A reação de Lucio Flávio

Lúcio Flavio Pinto, setenciado a pagar R$ 30 mil de indenização aos irmãos Maiorana, do Grupo Liberal, por hipotéticos danos morais, repercute a decisão judicial em carta aos seus leitores:



Li com estupefação, perplexidade e indignação a sentença que ontem me impôs o juiz Raimundo das Chagas, titular da 4ª vara cível de Belém do Pará. Ao fim da leitura da peça, perguntei-me se o magistrado tem realmente consciência do significado do poder que a sociedade lhe delegou para fazer justiça, arbitrando os conflitos, apurando a verdade e decidindo com base na lei, nas evidências e provas contidas nos autos judiciais, assim como no que é público e notório na vida social. Ou, abusando das prerrogativas que lhe foram conferidas para o exercício da tutela judicial, utiliza esse poder em benefício de uma das partes e em detrimento dos direitos da outra parte.
O juiz deliberou sobre uma ação cível de indenização por dano moral que contra mim foi proposta, em 2005, pelos irmãos Romulo Maiorana Júnior e Ronaldo Maiorana, donos da maior corporação de comunicação do norte do país, o Grupo Liberal, afiliado à Rede Globo de Televisão. O pretexto da ação foi um artigo que escrevi para um livro publicado na Itália e que reproduzi no meu Jornal Pessoal, em setembro daquele ano.
O magistrado acolheu integralmente a inicial dos autores. Disse que, no artigo, ofendi a memória do fundador do grupo de comunicação, Romulo Maiorana, já falecido, ao dizer que ele atuou como contrabandista em Belém na década de 50. Condenou-me a pagar aos dois irmãos indenização no valor de 30 mil reais, acrescida de juros e correção monetária, além de me impor o pagamento das custas processuais e dos honorários advocatícios, arbitrados pelo máximo permitido na lei, de 20% sobre o valor da causa.
O juiz também me proibiu de utilizar em meu jornal “qualquer expressão agressiva, injuriosa, difamatória e caluniosa contra a memória do extinto pai dos requerentes e contra a pessoa destes”. Também terei que publicar a carta que os irmãos Maiorana me enviarem, no exercício do direito de resposta. Se não cumprir a determinação, pagarei multa de R$ 30 mil e incorrerei em crime de desobediência.
As penas aplicadas e as considerações feitas pelo juiz para justificá-las me atribuem delitos que não têm qualquer correspondência com os fatos, como demonstrarei.
O juiz alega na sua sentença que escrevi o artigo movido por um “sentimento de revanche” contra os irmãos Maiorana. Isto porque, “meses antes de tamanha inspiração”, me envolvi “em grave desentendimento” com eles.
O “grave desentendimento” foi a agressão que sofri, praticada por um dos irmãos, Ronaldo Maiorana. A agressão foi cometida por trás, dentro de um restaurante, onde eu almoçava com amigos, sem a menor possibilidade de defesa da minha parte, atacado de surpresa que fui.
Ronaldo Maiorana teve ainda a cobertura de dois policiais militares, atuando como seus seguranças particulares. Agrediu-me e saiu, impune, como planejara. Minha única reação foi comunicar o fato em uma delegacia de polícia, sem a possibilidade de flagrante, porque o agressor se evadiu. Mas a deliberada agressão foi documentada pelas imagens de um celular, exibidas por emissora de televisão de Belém.
O artigo que escrevi me foi encomendado pelo jornalista Maurizio Chierici, para um livro publicado na Itália. Quando o livro saiu, reproduzi o texto no Jornal Pessoal, oito meses depois da agressão.
Diz o juiz que o texto possui “afirmações agressivas sobre a honra” de Romulo Maiorana pai, tendo o “intuito malévolo de achincalhar a honra alheia”, sendo uma “notícia injuriosa, difamatória e mentirosa”.
A leitura isenta da matéria, que, obviamente, o magistrado não fez, revela que se trata de um pequeno trecho inserido em um texto mais amplo, sobre as origens do império de comunicação formado por Romulo Maiorana. Antes de comprar uma empresa jornalística, desenvolvendo-a a partir de 1966, ele estivera envolvido em contrabando, prática comum no Pará até 1964. Esse fato é de conhecimento público, porque o contrabando fazia parte dos hábitos e costumes de uma região isolada por terra do restante do país. O jornal A Província do Pará, um dos mais antigos do Brasil, fundado em 1876, se referiu várias vezes a esse passado em meio a uma polêmica com o empresário, travada em 1976.
Três anos antes, quando se habilitou à concessão de um canal de televisão em Belém, que viria a ser a TV Liberal, integrada à Rede Globo, Romulo Maiorana teve que usar quatro funcionários, assinando com eles um “contrato de gaveta” para que aparecessem como sendo os donos da empresa habilitada e se comprometendo a repassar-lhe de volta as suas ações quando fosse possível. O estratagema foi montado porque os órgãos de segurança do governo federal mantinham em seus arquivos restrições ao empresário, por sua vinculação ao contrabando, não permitindo que a concessão do canal de televisão lhe fosse destinado. Quando as restrições foram abolidas, a empresa foi registrada em nome de Romulo.
Os documentos comprobatórios dessa afirmação já foram juntados em juízo, nos processos onde os fatos foram usados pelos irmãos Maiorana como pretexto para algumas das 14 ações que propuseram contra mim depois da agressão, na evidente tentativa de inverter os pólos da situação: eu, de vítima, transmutado à condição de réu.
Todos os fatos que citei no artigo são verdadeiros e foram provados, inclusive com a juntada da ficha do SNI (Serviço Nacional de Informações), que, na época do regime militar, orientava as ações do governo. Logo, não há calúnia alguma, delito que diz respeito a atribuir falsamente a prática de crime a alguém.
Quanto ao ânimo do texto, é evidente também que se trata de mero relato jornalístico, uma informação lateral numa reconstituição histórica mais ampla. Não fiz nenhuma denúncia, por não se tratar de fato novo, nem esse era o aspecto central do artigo. Dele fez parte apenas para explicar por que a TV Liberal não esteve desde o início no nome de Romulo Maiorana pai, um fato inusitado e importante, a merecer registro.
O juiz justificou os 30 mil reais de indenização, com acréscimos outros, que podem elevar o valor para próximo de R$ 40 mil, dizendo que a “capacidade de pagamento” do meu jornal “é notória, porquanto se trata de periódico de grande aceitação pelo público, principalmente pela classe estudantil, o que lhe garante um bom lucro”.
Não há nos autos do processo nada, absolutamente nada para fundamentar as considerações do juiz, nem da parte dos autores da ação. O magistrado não buscou informações sobre a capacidade econômica do Jornal Pessoal, através do meio que fosse: quebra do meu sigilo bancário, informações da Receita Federal ou outra forma de apuração.
O público e notório é exatamente o oposto. Meu jornal nunca aceitou publicidade, que constitui, em média, 80% da fonte de faturamento de uma empresa jornalística. Sua receita é oriunda exclusivamente da sua venda avulsa. A tiragem do jornal sempre foi de 2 mil exemplares e seu preço de capa, há mais de 12 anos, é de 3 reais. Descontando-se as comissões do distribuidor e do vendedor (sobretudo bancas de revista), mais as perdas, cortesias e encalhes, que absorvem 60% do preço de capa, o retorno líquido é de R$ 1,20 por exemplar, ou receita bruta de R$ 2,4 mil por quinzena (que é a periodicidade do jornal). É com essa fortuna que enfrento as despesas operacionais do jornal, como o pagamento da gráfica, do ilustrador/diagramador, expedição, etc.
O que sobra para mim, quando sobra, é quantia mais do que modesta.
Assim, o valor da indenização imposta pelo juiz equivale a um ano e meio de receita bruta do jornal. Aplicá-la significaria acabar com a publicação, o principal objetivo por trás dessas demandas judiciais a que sou submetido desde 1992.
Além de conceder a indenização requerida pelos autores para os supostos danos morais que teriam sofrido por causa da matéria, o juiz me proibiu de voltar a me referir não só ao pai dos irmãos Maiorana, mas a eles próprios, extrapolando dessa forma os parâmetros da própria ação. Aqui, a violação é nada menos do que à constituição do Brasil e ao estado democrático de direito vigente no país, que vedam a censura prévia. A ofensa se torna ainda mais grave e passa a ter amplitude nacional e internacional.
Finalmente, o magistrado me impõe acatar o direito de resposta dos irmãos Maiorana, direito que eles jamais exerceram. É do conhecimento público que o Jornal Pessoal publica – todas e por todo – as cartas que lhe são enviadas, mesmo quando ofensivas. Em outras ações, ofereci aos irmãos a publicação de qualquer carta que decidissem escrever sobre as causas, na íntegra. Desde que outra irmã iniciou essa perseguição judicial, em 1992, jamais esse oferecimento foi aceito pelos Maiorana. Por um motivo simples: eles sabem que não têm razão no que dizem, que a verdade está do meu lado. Não querem o debate público. Seu método consiste em circunscrever-me a autos judiciais e aplicar-me punição em circuito fechado.
Ao contrário do que diz o juiz Raimundo das Chagas, contrariando algo que é de pleno domínio público, oJornal Pessoal não tem “bom lucro”. Infelizmente, se mantém com grandes dificuldades, por seus princípios e pelo que é. Mas dispõe de um grande capital, que o mantém vivo e prestigiado há quase 22 anos: é a sua credibilidade. Mesmo os que discordam do jornal ou o antagonizam, reconhecem que o JP só diz o que pode provar. Por assim se comportar desde o início, incomoda os poderosos e os que gostariam de manipular a opinião pública, conforme seus interesses pessoais e comerciais, provocando sua ira e sua represália. A nova condenação é mais uma dessas vinganças. Mas com o apoio da sociedade, o Jornal Pessoal sobreviverá a mais esta provação.
Belém, 7 de julho de 2009
Lúcio Flávio Pinto

Vai ou racha?!

Da Assessoria de Comunicação da Setran:

Setran informa que as obras na rodovia PA-457, que liga Alter-do-Chão à Santarém, serão retomadas este mês. Hoje, dia 7, será iniciada a operação tapa-buracos, que deve proseguir até sexta-feira, como fase inicial para recuperação total de 10 km da rodovia. Em seguida, serão feitos o recapeamento e a sinalização da estrada. A obra já foi licitada e a previsão é que esteja totalmente concluída até setembro.


Nota do blog: tomara agora as obras sejam realmente iniciadas. Não está nada fácil a vida de quem ousa percorrer os 10 km da rodovia, a que serve turistas do mundo inteiro no trajeto Santarém- Alter do Chão, uma das praias de águas doces mais bonitas do mundo.

O futuro dos jornais

Manuel Dutra, professor-doutor e jornalista, como gosta de chamá-lo Jeso Carneiro, coloca água fervida na chaleira, acrescentando contéudo à questão do futuro dos jornais e revistas impressos, tema motivador de post do blog:



Lourival Sant’Anna, autor de obra recentemente lançada, traz reflexões pertinentes ao momento presente, sugeridas já no título de seu livro: “O destino do jornal”. A respeito do embate do Impresso com o ambiente digital, o autor sugere a urgente reconstrução do produto jornalístico. Por exemplo, ele indaga: o que preferem os consumidores de informação, assistir aos melhores lances de uma partida ou ler sobre eles? Prossegue Sant’Anna, referindo-se ao jornalismo impresso:


Ou contextualizamos, interpretamos, analisamos e narramos de forma prazerosa, ou vamos desaparecer. Nossos leitores têm rádio, TV e acesso à internet. E continuamos fazendo jornal como se eles não tivessem nada disso. Ainda contamos com sua fidelidade e seu hábito. Isso não é eterno.


Jornalista e pesquisador, Sant’Anna coincide com outros autores, quando afirma: Precisamos de jornalistas que não só apurem o fato – sim, vamos continuar apurando o fato – mas também levantem as suas implicações políticas, econômicas, sociais, históricas, culturais, etc.

Pela análise de Sant’Anna, o jornalista contemporâneo pode atingir isso, desde que (re)formado dentro de novos paradigmas, de vez que o texto impresso pode oferecer possibilidades de informação e conhecimento que se ausentam dos demais meios, ao menos neste momento histórico. Diz ele:

Teremos um pouco mais de tempo para fazer isso. Não vamos tratar de todos os assuntos todos os dias. A cada dia, selecionaremos alguns temas para tratar. E o faremos com muito mais qualidade, precisão, contexto e prazer de leitura.

Para chegar-se a esse patamar, no entanto, Sant’Anna, com sua experiência de Redação e de Academia faz o seguinte diagnóstico a partir de sua visão de dentro da empresa:

Então, precisaremos de profissionais especializados e também de profissionais multidisciplinares, que façam conexões entre áreas diferentes do conhecimento. O mundo não está dividido em setores. Tudo está interligado. E a velocidade das conexões está se acelerando. A universidade terá de nos entregar jovens mais preparados, e as empresas e os próprios profissionais terão de investir ainda mais na sua formação.


Acrescente-se que essa formação pressupõe a reinserção do estudante no universo da leitura, sem o que, mesmo quando pensamos nos novos meios de comunicação, só terá condições de penetrar nos ambientes digitais e aí produzir textos úteis e agradáveis, aquele profissional dotado de um necessário acúmulo de leituras maciçamente ainda apenas disponíveis no suporte escritural.

Segundo outro jornalista e teórico Nilson Lage, os critérios tradicionais do amor à verdade, a disposição física e a habilidade para escrever, embora permaneçam vivos a despeito de não poucos desvios, já não bastam para o jornalista cumprir com a sua missão. A constatação parte da realidade segundo a qual o volume de habilidades necessárias à formação de um jornalista vem crescendo continuamente.
Uma questão prática: as redações dos nossos jornais impressos passaram a ser dirigidas por pessoas pouco ou nada preparadas para as funções e, pior, por pessoas que não acreditam no presente nem no futuro do jornal impresso, por isso são incapazes de procurar a inovação. Uma pergunta: quantos livros lê, por ano, um chefe de Redação ou um editor de jornal impresso na cidade de Belém? A pergunta é pertinente para todo o Brasil, mas, fiquemos por aqui.

A maior luta do Juvêncio

No Espaço Aberto, um post que eu jamais gostaria de ter lido:


O Quinta Emenda para. Força, Juvêncio!
O blog Quinta Emenda – um dos mais lidos e mais polêmicos de Belém e de todo o Estado – não tem sido atualizado desde o dia 27 de junho passado.
Nesse período, para ser mais preciso, foi feita apenas uma atualização, no último sábado.
Não são poucos os leitores que têm se preocupado com isso.Leitores que se habituaram a passar o dia inteiro lendo o Quinta querem saber muito mais sobre o editor do Quinta, o economista, cientista político e publicitário Juvêncio de Arruda Câmara, 54 anos, com breve passagem pelo jornalismo, no início dos anos 80.O Espaço Aberto lamenta informar, mas o Quinta Emenda ficará sem atualização por um tempo indeterminado, ainda indefinido, impreciso.
Juvêncio, o Juca de tantos amigos, enfrenta aquela que talvez seja a maior e mais decisiva batalha de sua vida.
Está com um câncer – dos mais agressivos e insidiosos – num dos rins.
Descobriu a doença recentemente, há menos de duas semanas.A enfermidade avançou rapidamente.
Os efeitos colaterais, as consequências e a extensão da doença, igualmente muito agressivos, impossibilitam Juvêncio de atualizar seu blog.
E assim o será enquanto ele estiver submetido ao tratamento que lhe foi prescrito.
Juvêncio continua antenadíssimo. Com tudo e todos.Tem plena consciência dos seus limites, das suas condições, dos desafios que deverá enfrentar daqui para a frente.
Para isso, tem contado com o carinho, a afeição, as boas energias, os bons fluidos e as orações de seus amigos e, agora, certamente, de todos os leitores, que passam a tomar conhecimento do motivo da paralisação de seu blog.
E mais do que isso, Juca tem contado com o carinho e a dedicação absoluta dos familiares que o cercam.
Nos últimos dias, não são poucos os que, por e-mail ou telefonemas, tentaram contactar com Juca.
Ele não pôde atender aos telefonemas e nem responder aos telefonemas porque, repita-se, precisa de repouso total.
E como não pode atualizar seu blog, Juca e sua família atribuíram ao Espaço Aberto a missão – nada confortável, vale confessar – de transmitir essa informação publicamente, em atenção aos amigos e milhares de leitores do Quinta Emenda.
Força, Juca!
Muita força!

Sábado, Julho 04, 2009

Jornal com os dias contados?

O rumor desenfreado do Twitter impressiona. No Brasil, em um mês, quase dois milhões de usuários únicos registraram perfis no site, acusa dados do Ibope Nielsen Online. Os números podem ser raquíticos diante do gigantismo da Internet, mas sinaliza o crescimento vertiginoso da revolucionária forma de comunicação.

Desenhado para enviar mensagens rápidas de até 140 caracteres, o serviço do Twitter é mais uma pandemia digital à disposição da humanidade com suas inevitáveis consequências ao imobilismo da antiga mídia impressa.

Empedernido apaixonado pelos noticiários em papiro com suas tintas frescas a sujar nossas mãos ainda cedinho em casa, cada dia mais me convenço de que essa fase está chegando ao fim.

Não existe escapatória. A tendência é desaparecerem mesmo. Inda mais quando constatamos a falta de esforços para que jornais e revistas evoluam num processo de modernização capaz de campear a concorrência da notícia up-to-date.

O declínio começa sempre pelo bolso. E nos últimos dois anos, jornais de tradição no mundo inteiro passaram a perder popularidade e receita em progressão preocupante. O lucro deles passou a migrar para a mídia digital.

Quem despertou mais cedo e entendeu a inevitabilidade da informação online, passou a usar a Internet como aliada, disponibilizando suas edições diárias ao toque simples do mouse. Só que esse processo não está sendo suficiente para transformar em dinheiro o que eles ganham há décadas no meio impresso. Ou pelo menos manter a lucratividade.

Em diversos congressos organizados pelo meio, vem sendo lembrado que historicamente as velhas mídias nunca foram eliminadas pelas novas. Foi assim com o rádio, cinema e a própria TV aberta. Há até aquela máxima de que a TV fez o rádio e o cinema se transformarem para não morrer.

Quando o rádio entendeu a receita vencida das novelas, passou a usar a música, a opinião e a noticia como aura de sua magia.

O cinema está ai buscando se modernizar através de novas tecnologias.

Mas também há um fato a ser lembrado.

O invento de Gutemberg fez da imprensa a responsável pelo desemprego geral de escribas que copiavam Bíblias à mão. O mesmo movimento ocorre atualmente com a demissão, pelos jornais, de número preocupante de repórteres. Há jornalistas de mais num universo globalizado.

Entre consultores contratados de empresas jornalísticas impressas para indicar caminhos seguros ao enfrentamento da crise provocada pela concorrência da Internet, cresce a tendência de que a saída para a informação no papel é produzir conteúdo inédito. E isso já começou a ser formatado nos Estados Unidos, país que registra o maior número de empresas jornalísticas fechadas pelo impacto da web – e, em conseqüência disso, onde se analisa com maior profundidade o futuro dos negócios de jornais e revistas

O procedimento, além de lógico e inteligente, pode soerguer a notícia impressa em fonte geradora de admissão de jornalistas colocados ao olho da rua nos últimos dez anos.

Com o advento dos canais de busca da Internet, ficou mais cômodo para a maioria dos títulos de informação substituir seus talentosos jornalistas produtores de conteúdo de qualidade por repórteres “pesquisadores”. A utilização do Google propicia a descoberta de milhares de tópicos sobre um mesmo assunto. Ou seja, percentual mínimo do que se busca é original. A grande maioria, uma salada repetitiva.

Os jornais que passaram a comprar das agencias de notícias conteúdo barato são exatamente os que mais sofrem.

Fizeram o percurso invertido: quanto mais perdiam clientes, mais pioravam o produto produzido.

Só haverá espaço, no futuro, para a velha mídia impressa escapar, oferecendo conteúdo original. Isso poderá transformar os jornais em verdadeiros centros de inteligência, com o talentoso jornalista voltando a ter vez nas redações.

Textos inéditos, opiniões abalizadas, no dia seguinte serão encontradas nas edições de papel, e online, com os canais de busca tipo Google disponibilizando escoadouro para apenas uma história – ao invés de milhares de citações sobre um mesmo assunto como se vê hoje.

Depender quase que exclusivamente das agências de notícias, esse será suicídio maior.

Conteúdo único e original, o caminho é este.

De leve

Essa tenebrosa transação de disponibilizar o blog como emissário de recadinhos de político à classe política, não faz parte de nosso show.

Vocação pra Off-boy, nunca foi o forte do blogger.

Quinta-feira, Julho 02, 2009

Médicos do Pará saúdam a ética

No Pará, a ética detonou a suspeição.

O Antonio do Bem derrotou o Antonio do Mal.

Por 176 votos de diferença, a maioria dos médicos paraenses reagiu às denúncias de crime de peculato que pesam contra o colega de profissão José Antonio Cordero, ao derrotarem sua candidatura à representaçao no Pará do Conselho Federal de Medicina. O vencedor da disputa foi o médico Antonio Pinheiro.

Até a impresa escrita e alguns blogues trazerem à tona o catatu de escândalos protagonizados por Cordero, ele era favoritíssimo a vencer o pleito. Em 15 dias, o cenário foi alterado, culminando com a vitória da chapa adversária.

Pinheiro perdeu apenas em Altamira e Castanhal. No restante do Estado, pisa pra-que-te-quero.

Berço de irradiação dos sons da classe, em Belém Antonio Pinheiro acachapou o adversário em todas as urnas.

Com a derrota de Antonio Cordero, os médicos do Pará dão exemplo de como deveria reagir a sociedade, modo geral, diante de fatos idênticos.

Dignidade e honra, em primeiro lugar.

Quarta-feira, Julho 01, 2009

Pra bola rolar melhor

Números que rondam a futura construção do estádio de Marabá.

1- Projeto é da ordem de R$ 30 milhões com capacidade para receber 20 mil torcedores.

2- Quatro áreas para estacionamentos privativo, e destinados a veículos pequenos, motos e ônibus.

3- Muita área verde no entorno do empreendimento, inclusive cercas vivas e um bosque, com ambientes adaptados a portadores de necessidades especiais.

4- Duas praças, em lados extremos do estádio.

5- A prefeitura tem em caixa R$ 11 milhões. Com essa grana, o prefeito quer iniciar as obras de imediato para tentar inaugurar parte do estádio em fevereiro de 2011, disponibilizando arquibancada para 10 mil pessoas. Todo o projeto é para ser entregue em dois anos.

Para quem conhece as manhas e demandas burocráticas, há otimismo demais nisso aí. Se der bom tempo, pé no chão é imaginar a primeira fase do estádio sacramentada lá pra julho de 2011.

Daqui a um ano.

O restante dos recursos, o prefeito Maurino Magalhães tentará arrancá-lo do governo estadual e diretamente em Brasília.

São mais R$ 20 milhões complementares.
Fotos digitalizadas do Correio do Tocantins.

Fator Ciro

O que está rolando entre os estrategistas de Lula e do governador José Serra, sobre a participação de Ciro Gomes na eleição de 2010 na condição de provável candidato a Presidência da República.

Os dois líderes políticos passaram a não aconselhar estímulos à candidatura de Ciro à sucessão de Lula, e já começam a manobrar para que não ocorra. A coluna Radar, da Veja, garante que Lula já está convocando o PT de SP para que recue e aprove a candidatura de Ciro Gomes a governador. Do outro lado, já que não há o que fazer, observam e torcem para que o presidente tenha sucesso.

Segundo o ex-prefeito do Rio, César Maia, do lado de Lula, as avaliações têm dois eixos. O principal é o Nordeste. Ciro vai dividir o estratégico Nordeste com Dilma. E sempre há a preocupação que se a candidatura de Ciro a presidente se tornar viável para o segundo turno, esse se diferencie de Dilma, atacando. O entorno de Lula quer um segundo turno no primeiro, ou seja, uma eleição plebiscitária: a favor ou contra Lula. Mais ainda agora, quando se diz que Heloisa Helena será candidata ao senado.

No caso do entorno de Serra, a preocupação é com a agressividade de Ciro. Especialmente porque as eletricidades recíprocas, nas declarações à distância, produzem sempre curto-circuito. O temor é que essa agressividade desvie a campanha do ambiente melhor para Serra: uma campanha propositiva e de comparação de currículos.

Biologia Evolutiva (*)

Bastante interessante a produtividade do Ministério Público Estadual contra a continuidade de algumas obras do governo estadual apegando-se de pronto à nobre causa ecológica. Como o blogger não tem memória curta, calientemente lembra a ausência desse fervor ambiental durante os tempos de Manoel Santino Nascimento Junior, secretário de governo e eminência parda do MPE, instituição que por muito tempo manteve ele como seu chefe supremo. Ou ainda o considera assim?

De nada adiantaram esperneios de organizações ambientais quando Almir Gabriel decidiu rasgar 60 km de mangues que constituíam o traçado da Alça Viária, razão maior de seu demorado prazo para maturar o movimento de aterro jogado sobre as reservas de berços naturais de diversas espécies de crustáceos.

A tratorada de Santino passou por cima, ilesa.

Onde estava o MPE?

Caladinho da silva, providenciando aqui e ali reações de piano para emoldurar a cena.

A inversão de atitudes é realmente evolutiva.

Nem a teoria darwinista explicaria essa transformação.



"Coronel Anuar" não atacou

De Canaã dos Carajás, blog recebe comentário com versão diferente das denúncias feitas contra o prefeito Anuar Alves, o chamado .

Ao texto.

Os salários dos professores bem como de todo o funcionalismo público do município de Canaã dos Carajás não estão atrasados. O que os professores reivindicam é o pagamento do 13º salário cujo ex-prefeito Ribita deixou de fazê-lo. O prefeito Anuar havia feito um acordo com os professores parcelando o débito oriundo da administração anterior em 4 parcelas, pagando inclusive a primeira. A justiça cassou esse acordo alegando que o Anuar não poderia quitar débito do Ribita sem o devido aval da Câmara Municipal e com valor previsto em orçamento, podendo, caso desobedecesse ordem judicial ser passível de punição.Quanto ao ato, os manifestantes passaram na porta da casa do prefeito que não se encontrava no local e alguns despreparados, como sempre tem, usaram palavras de baixo calão contra a pessoa do prefeito e de sua família. Alguns minutos depois, já com a imprensa no local, o Anuar chegou e não quis falar com os manifestantes que insistiam em chamá-lo de analfabeto entre outros adjetivos, quando uma das manifestantes empurrou-lhe o microfone dizendo : "fala covarde" . Ele deu um safanão no aparelho que foi ao chão, quebrando-se, no mesmo momento o prefeito entrou para sua residência e a senhora começou a ofendê-lo tentando entrar na residência e foi contida à força por seguranças. Não houve disparo de arma de fogo como conta a postagem e nenhuma pessoa saiu ferida pois não houve confronto de forma alguma. Aqui em Canaã o que existe são lados opostos politicamente e quando há envolvimento de qualquer figura do poder público municipal as coisas aumentam em uma proporção gigantesca.
O que se passa é que Anuar pegou uma prefeitura totalmente falida pela mãos de Ribita , sem inclusive um único centavo nas contas, com boa parte das escolas , centros médicos e secretarias completamente sucateadas. Erros aconteceram, acontecem e vão acontecer sempre. Porém, a tentativa é sempre de acertar. Administrar é um ato de uma dificuldade enorme pois na grande maioria das vezes quando se agrada um pouco se desagrada um monte.
O prefeito errou muito no seu primeiro mandato porem não pode ser crucificado por esses erros cometidos e devidamente pagos à justiça eleitoral. Houve uma eleição e ela foi ganha por Anuar que teve a preferência de grande parte da população eleitoral e isso deve ser respeitado
.

No cenário amazônico

Artigo “Amazônia Brasileira – Qual é a sua percepção?”, assinado pelo engenheiro agrônomo José Luiz Martins Costa Kessler, foi enviado ao blog com pedido de publicação.



Amazônia Brasileira – Qual é a sua percepção?

Recentes relatórios de organizações ambientais atacam sensacionalmente a exploração pecuária na Amazônia e propõem a idéia de que a produção da carne bovina brasileira é obtida via desmatamento criminoso e trabalho escravo. Esta realidade subjetiva, criada como a luta do bem contra o mal, assalta nossa razão e, implacavelmente, ocasiona grandes prejuízos ao segmento como um todo e à imagem do País.

Mas, com mente aberta e vontade de compreender, podemos mudar nossa percepção e enxergaremos uma outra realidade e não a que fomos condicionados a ver.

Para nossa reflexão podemos utilizar as seguintes informações do Doutor em Ecologia e chefe geral da Embrapa Monitoramento por Satélite, Evaristo Eduardo de Miranda, publicadas pelo jornal O Estado de São Paulo, no artigo "Campeão de desmatamento" em 17/01/2007:

1 - Há 8 mil anos o Brasil possuía 9,8% das florestas mundiais. Hoje o país detém 28,3%;

2 - A Europa sem a Rússia, detinha mais de 7% das florestas do planeta e hoje tem apenas 0,1%;

3 - A África possuía quase 11% e agora tem 3,4%;

4 - A Ásia já deteve 23,6%, agora possui 5,5% e segue desmatando;

5 - Se o desflorestamento mundial prosseguir no ritmo atual, o Brasil - por ser um dos que menos desmatou - deverá deter, em breve, quase metade das florestas primárias do planeta. O paradoxo é que ao invés de ser reconhecido pelo seu histórico de preservação florestal, o País é severamente criticado pelos campeões do desmatamento e alijado da própria memória.

O estudo da Embrapa indica que apesar do desmatamento dos últimos anos mantemos 69% de nossas florestas primitivas, não criamos desertos e nos tornamos um dos líderes da produção agrícola mundial, implantando com continuados avanços técnicos uma agricultura e pecuária moderna além das áreas ocupadas com produtivos reflorestamentos de café, laranja, eucalipto, seringa, etc.

Posto isto, lembremos que o Brasil possui uma área total de 851 milhões de hectares utilizando para o agronegócio 282 milhões de hectares, ou seja, um terço da área e tem 463 milhões de hectares (54%) onde não se pode plantar por estarem ocupados com a floresta amazônica, reservas legais, centros urbanos, rios, alagados, estradas e outras destinações.

Então fica a questão: Será um mero acaso que levantamentos de organizações ambientais queiram imputar a três das maiores indústrias frigoríficas brasileiras a culpa por desmatamentos que foram realizados ao longo do tempo e que contaram com incentivos do próprio governo na busca de garantir a propriedade e estabelecer programas de desenvolvimento para uma área que ocupa mais de 40% do nosso território e apresenta a mais baixa densidade demográfica do mundo?

Entendo que este tipo de denúncia nada constrói. Ao contrário, destrói a imagem, frustra a expectativa e desestimula o empreendimento nacional em região que clama por programas de pesquisa científica e por projetos que oportunizem desenvolvimento social e econômico aliado as modernas técnicas de proteção ambiental.

Ao governo brasileiro compete a defesa de nossa indústria, de nossa produção, de nosso território e, é inadmissível que aceite a contínua prática de agentes internacionais que definem como criminoso qualquer projeto no Norte brasileiro até que se prove o contrário.

Não negamos que haja muito a ser feito e a melhorar, mas daí a denegrir genericamente processos e indústrias legalmente constituídas é uma incoerência desmedida e inaceitável. Não somos cegos, sabemos que num país com dimensões continentais e grandes desafios sociais, econômicos e ambientais ainda falta muito para que o "made in Brazil" alcance o conceito de bom e desejável.

Mas o momento é de reflexão crítica e o País está fazendo sua parte. Não existem mudanças boas ou más, somos nós que percebemos se são ou não são favoráveis. É o equilíbrio na balança dos parâmetros biológicos, econômicos e sociais que definirá a eficiência de nossa produção pecuária. E, no momento atual, diversos indicadores confiáveis que avaliam a bovinocultura brasileira demonstram que ganhamos produtividade, eficiência e conquistamos mercados para nossos produtos embora, sem trégua, sejamos alvo preferencial dos suspeitos interesses de algumas organizações não governamentais que tem como mote quebrar a confiança, provocar medo, retração e paralisar investimentos que promovam nosso desenvolvimento, nossa competitividade e nossa independência.

Agora é hora de fazer escolhas, pois a mesa está sendo posta. Ou aceitamos passivamente as ardilosas e estigmatizantes associações que se vêm criando entre pecuária e Amazônia, ou oferecemos novas premissas que possibilitem uma nova percepção e, portanto, uma nova realidade.

* José Luiz Martins Costa Kessler, Engenheiro agrônomo, consultor independente para projetos agropecuários e pecuarista no RS.

Terça-feira, Junho 30, 2009

IPI reduzido aquece a economia

A decisão do governo federal em prorrogar o prazo de isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos, linha branca e materiais de construção é acertada. Avaliação é de José Raimundo Barreto Trindade, secretário da Fazenda do Pará, ao comentar a medida anticrise em busca o reaquecimento da economia no segundo semestre. Repetiu a lógica de que o crescimento nas vendas eleva, automaticamente, a arrecadação do ICMS, principal imposto estadual, aumentando a arrecadação própria do Estado.

Por outro lado, alerta Trindade, a prorrogação da isenção do IPI provoca a queda nos repasses do Fundo de Participação do Estado (FPE), que somente este ano já caiu 6,5% nos quatro primeiros meses, em comparação ao mesmo período do ano passado, o equivalente a R$ 70 milhões.

A Secretaria do Tesouro Nacional (STN) informa o valor dos repasses do FPE a cada bimestre, portanto, hoje, não é possível avaliar a possível perda que o Estado terá com a medida. “É muito cedo para estimar valores de queda”, afirmou.

As expectativas da STN são de igualar os repasses deste ano aos do ano passado, ou seja, garantir o crescimento nominal dos repasses.

Isto seria possível com um crescimento dos repasses no segundo semestre. Neste primeiro semestre os repasses do FPE sofreram quedas em termos nominais.


Fonte: Assessoria Comunicação SEFA

Coexistência pacífica

Cenas do interior do Brasil: garotos brincando de nada numa ponta de praia formada no eixo de um lago do Araguaia.

No meio da festa, dois cães observam o frege.

O primeiro, coadjuvante passivo, gosta do que vê. O segundo cachorro, alheio à algazarra, mata a sede em águas calmas.

Ao fundo, casas simples abrigam habitantes da pequena vila do Caroço, perto de Pontão.

Casas em ribanceiras do rio que passa à direita, farejando o mar.

Quando o verão chega, tudo vira graça nas beiradas do Araguaia.

"Coronel Anuar" ataca

Comentarista do blog informa que a situação em Canaã dos Carajás está cada dia pior. Na segunda-feira (29), professores da rede municipal de educação realizaram passeata pacífica pelo centro comercial exigindo o pagamento de salários atrasados - incluindo o décimo terceiro de 2008. A passeata terminou na porta da residência do prefeito Anuar Alves (PDT), que pra não perder o estilo recebeu os servidores no berro – literalmente.

Das mãos de uma professora, Anuar arrancou-lhe o microfone, arremessando-o ao chão, ordenando, em seguida, aos seguranças particulares, que acabassem com a manifestação.

Não deu outra: com farta distribuição de socos e pontapés os desassistidos servidores foram colocados pra correr, ao som de disparos de armas de fogo e muitos gritos.

Alguns educadores saíram feridos do entrevero.

O bagaço tem BO registrado na Delegacia de Polícia.

Fato relevante:
Aonde Ministério Público e o Judiciário deveriam meter o bedelho para estancar as bandalheiras de um prefeito que responde por acusações antigas de todo tipo de safadeza, escancarando agora desmoralização geral -, nenhuma palha é movida.

Fazem vista grossa a esses desmandos.

Preferem determinar contra-ordens aos Executivos estadual e municipais a intervenções que são, constitucionalmente, exclusivas destes – desestabilizando a organização jurídica da democracia em que a sua essência, como sistema político, reside na separação e independência dos poderes fundamentais do Estado.

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atualização às 21:08

Blog publica nesta quarta-feira, 01, esclarecimentos da Prefeitura de Canaã dos Carajás a respeito dos atritos entre educadores e o prefeito Anuar Alves.

No meio da arena

André Farias não refugou diante do considerável público participante do XII Encontro Paraense de Geografia, realizado domingo, 28, no auditório do Centro Universitário de Parauapebas. Encarou na boa o debate sobre a criação do Estado do Carajás, defendendo com argumentos técnicos a manutenção territorial do Pará. Foi incisivo ao apontar a falta de políticas públicas como fonte de origem da ideia separatista, fato que tem empurrado o governo Ana Júlia a consolidar as doze regiões de integração “em substituição ao modelo de governo que tratava a política regional em bases setoriais”.

O secretário Estadual de Integração Regional encarou o debate com performance convincente.

A Vigarice do Greenpeace

Título acima é de artigo do engenheiro agrônomo Fernando Sampaio, enviado a este blog com pedido de publicação. A seguir, na íntegra:


No dia seguinte à divulgação do relatório do Greenpeace sobre o desmatamento na Amazônia, fui acordado logo cedo por telefonemas e mensagens que chegavam da Holanda me perguntado se a carne que eles estavam comprando por lá vinha de áreas de floresta desmatada.
Expliquei que a carne que ia para a Europa vinha de fazendas da lista Trace, aprovadas no sistema ERAS de rastreabilidade e inspecionadas pelo Ministério da Agricultura. Passei as três horas seguintes marcando em um mapa todos os municípios o Brasil onde se encontravam as propriedades da lista Trace. A imensa maioria está em Minas Gerais, Goiás e no sul do Mato Grosso, a 1000 km da Amazônia. O mais perto dali que a lista chegava eram duas fazendas em Alta Floresta, MT. Mandei o mapa e depois me mandaram de volta perguntando onde era a Amazônia.
O moral da história é que por mais ignorante da realidade brasileira que o mercado externo seja, a questão do desmatamento tornou-se um ponto extremamente sensível na comercialização do produto brasileiro, tanto lá como cá, e isso é o fruto da militância ambiental ativa.
O problema é que o Greenpeace colocou bons e maus produtores no mesmo saco, tratando todos como vigaristas, para usar o termo escolhido pelo Ministro Minc, e hoje existem produtores impedidos de comercializar o fruto do seu trabalho pelo Ministério Público.
Na sexta-feira passada (dia 19/6), um encontro durante a Feicorte reuniu produtores rurais da região Amazônica, profissionais do setor agropecuário, representantes de associações de classe e membros do poder público, como os deputados federais Moreira Mendes e Abelardo Lupion, dois raros parlamentares efetivamente interessados no desenvolvimento do país. A idéia era coordenar uma resposta do setor ao absurdo da situação.
No meu ponto de vista, a mensagem que os deputados deveriam levar a Brasília tem dois ângulos essenciais.
O primeiro é que o Greenpeace, e outras organizações semelhantes, estão ignorando séculos de história de ocupação da Amazônia, uma história que começa com os colonizadores portugueses. Não é à toa que as calhas dos rios Amazonas, Tapajós, Xingu e Tocantins são o berço de cidades como Belém, Santarém, Monte Alegre, Óbidos e Aveiro, todos nomes de cidades portuguesas dados por ordem do Marquês de Pombal no século XVIII.
Mais recentemente, ignoram décadas de esforços do governo brasileiro em desenvolver a região, especialmente no período militar.
EXEMPLOS DE FAMÍLIA
Meu pai esteve em Alta Floresta nos anos 70. Trabalhando como agrônomo, ajudou a plantar mais de 200.000 pés de café e 50.000 pés de cacau na região, e haviamentão projetos para uma expansão muito maior da agricultura ali naquela fronteira.
Nos anos 80 esteve em Conceição do Araguaia, no Sul do Pará, abrindo fazendas, levando progresso e desenvolvimento à região.
Como ele, muitos outros foram incentivados pelo governo a ocupar terras na floresta.
Todos esses capítulos da história do país são sumariamente ignorados por ambientalistas, que nos dizem hoje que são todos vigaristas e bandidos.
Ao comentar uma cena do filme O Aviador, em que Howard Hughes desbanca Katheryn Hepburn dizendo “Quem você pensa que é?! Você não passa de uma atriz!”, João Pereira Coutinho diz ter chorado de nostalgia de um tempo onde celebridades não eram a encarnação suprema do bem e da verdade.
Pois alguém precisa dizer ao Greenpeace e outros similares e genéricos: “Quem você pensa que é, você não passa de uma ONG!”.
Querem contribuir com o debate para estudar uma solução inteligente e racional ao problema, sejam bem vindos. Querem que o país adote a sua pauta preservacionista como verdade universal, transformando a Amazônia em um zoológico gigante, vão catar coquinho.
Pode ser tarde demais, mas é preciso que a oposição evite que o Ministério Público, o Ibama, o Ministério do Meio Ambiente sejam aparelhados por essas organizações como o MST aparelhou o Incra e o Ministério do Desenvolvimento Agrário. Aliás o Greenpeace parece ter esquecido que o Incra apareceu como o maior desmatador do Brasil no ano passado. Como o Dr. Gianetti da Abiec disse, o Greenpeace não tem o monopólio da verdade sobre o assunto.
O Poder Público não pode ser pautado pelo que o Greenpeace quer, porque o que eles querem é irreal e é irresponsável. O Poder Público tem sim um compromisso com a preservação ambiental e com o desenvolvimento sustentável, mas tem um compromisso maior ainda com as vidas de 30 milhões de brasileiros que vivem na região, cujas famílias garantiram que todo aquele território fizesse hoje parte do país.
E aí vem o segundo ponto crucial que precisa ser levado ao Congresso. Existem hoje mais de 10 mil ONG’s atuando só na Amazônia. Quem é essa gente? O que eles querem? Quem os financia? Quais as reais intenções dessas organizações?
AMPLIANDO A DISCUSSÃO
Na quinta-feira antes de embarcar de Campo Grande para a Feicorte, a notícia no jornal da noite era: “Polícia Federal prende três americanos e dois brasileiros fazendo prospecção de minério em uma reserva ambiental no Pantanal.”
Lembrem-se do que disse o general Augusto Heleno. Lembrem-se do que disse Orlando Villas Boas há trinta anos, quando avisou que essas organizações estavam levando lideranças indígenas para a Europa e os Estados Unidos, e que um dia iriam voltar e reclamar territórios independentes no Brasil.
A discussão vai muito além da derrubada de árvores. Trata-se da preservação do território nacional. Um território conquistado e mantido por gente que gosta de trabalhar, e não por vigaristas ambientais.
Produtores rurais têm a mania de dizer que a classe é desunida. Não é verdade. Neste exato momento estamos todos em perfeita sintonia, pensando a mesma coisa. Existe gente muito competente trabalhando na definição do que é uma pecuária sustentável, e de como implantá-la.. As organizações de classe como a CNA, a Sociedade Rural e os Sindicatos Rurais estão aí para repassarem essas informações aos produtores. O que temos é que perder o medo, e não nos deixarmos intimidar pela militância ideologicamente cega dos xiitas do meio ambiente.

* Fernando Sampaio - engenheiro agrônomo formado pela ESALQ/USP, especialista em mercado de carnes pela ESA Angers. Pensador em tempo integral, cronista nas horas vagas.

Domingo, Junho 28, 2009

Micro-scraps do Glauco

Quatro tweets (mensagens) do Glauco Lima, na noite de sábado, mediram o grau de sofrimento do bicolor publicitário, acompanhando a transmissão de Paysandu 2 X 3 Luverdense.

Quando o Papão fez 2 X O, empolgado, Lima mandou o primeiro update:

- 2 x 0 bicola.

Minutos depois, meu amigo esmorece:

- bicola 2 x 1 luver

Intervalo da partida, e Glauco sapeca mais um update:

- final de primeiro tempo: bicola 2 x 1 lucas do rio verde

No segundo tempo, veio o empate:

- ridículo o time q abre mao de jogar: lucas empatou


Acho que o próximo update já vinha carregado com a dor do desempate, Papão perdendo:

- muito ruim este time do paysandu. um dos piores dos ultimos 30 anos

Quinta-feira, Junho 25, 2009

Sujeira reprimida

Está mesmo na hora dos cara-pintadas saírem às ruas.


Todo dia há uma nova denúncia sobre as secretas imundices do presidente do Senado.


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atualização às 11:22

Até o talentoso netinho do rela-bigode funciona como espécie de factoring ambulante.

Clareando rumos

- A impressão que se tem é de que o pesadelo terminou. Pelo menos já deu para perceber os processos tramitando e a liberação de oito projetos numa semana é a maior prova disso. Sentimos novo ânimo.


Declaração foi registrada esta manhã numa conversa com empresário do setor florestal, comentando a nova administração da Secretaria Estadual de Meio Ambiente.

Pior governador

Da safra de Alailson Muniz, aguerrido blogueiro do lindo Oeste do Pará:

Ao percorrer as estradas criadas pelos teclados dos jornalistas belenenses penso que se Almir Gabriel ainda manda no PSDB paraense é porque a sigla está se transformando num PMDB da vida.

Gabriel, que de anjo só te o nome, foi um dos piores governadores que o Oeste paraense já teve. Ele quer emplacar Mario Couto como candidato. Tudo porque guarda mágoas de Simão Jatene, que ele mesmo não deixou se reeleger pensando que ainda era Rei. Não é mais. É uma ancora que puxa o partido para baixo às vésperas de um pleito tão importante.

Almir que moldar uma candidatura de máquina, o que os tucanos esquecem que não têm.

Laminados & Porto

Engenheiros da TKS Consulting, empresa alemã do grupo ThyssenKrupp responsável pela engenharia conceitual da Aços Laminados do Pará (ALPA), levantam dados para concluir estudos do projeto siderúrgico da VALE, cujo prazo de entrega é julho.

Ao mesmo tempo, grupo de técnicos apressa levantamento de informações para ser entregue à Companhia de Portos de Hidrovias, empresa pública vinculada à Secretaria de Integração Regional (SEIR), com responsabilidade executiva sobre a obra, que já tem assegurados em caixa R$ 30 nilhões.

A primeira etapa do porto público de Marabá está estimada em R$ 76 milhões, valor já conveniado com o DNIT e prevê a implantação de uma infra-estrutura para entrada de insumos e escoamento de produtos. O terminal terá capacidade para receber cargas de granéis sólidos, minério e derivados e carga geral.

O porto será construído à margem esquerda do rio Tocantins, na altura do Km 14 da BR – 230, na área de influência do parque industrial e deverá ocupar uma área estimada de 370 mil m2, incluindo o pátio multimodal que será integrado pela rodovia e no futuro deverá constar de um ramal ferroviário.